<?xml version="1.0"?><!DOCTYPE rdf:RDF SYSTEM "http://dublincore.org/documents/2000/11/dcmes-xml/dcmes-xml-dtd.dtd"><rdf:RDF xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><rdf:Description about="https://revistaepe.utem.cl/articulos/inovacao-e-politicas-publicas-de-turismo-no-brasil/"><dc:title>Inovação e políticas públicas de turismo no Brasil</dc:title><dc:date>2023-05-03</dc:date><dc:date>2023-05-03</dc:date></rdf:Description><article><front><journal-meta><journal-title>Inovação e políticas públicas de turismo no Brasil</journal-title><issn>0719-3688</issn></journal-meta><article-meta><pub-date pub-type="pub"><day>03</day><month>05</month><year>2023</year></pub-date><volume>11</volume><numero>1</numero></article-meta></front><body><![CDATA[&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Resumo&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O presente artigo tem como objetivo abordar como a inova&ccedil;&atilde;o se manifesta nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo, com um enfoque no governo federal do Brasil. Para tanto, foi realizada a coleta e an&aacute;lise de documentos relativos &agrave; atua&ccedil;&atilde;o governo federal brasileiro no turismo, entre 2018 e 2022. Como resultado foi identificado que os tipos de inova&ccedil;&atilde;o mais presentes foram as inova&ccedil;&otilde;es na pol&iacute;tica p&uacute;blica, no processo administrativo e no servi&ccedil;o. E as a&ccedil;&otilde;es que receberam maior &ecirc;nfase nos documentos analisados foram os destinos tur&iacute;sticos inteligentes e as competi&ccedil;&otilde;es para estimular a identifica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es inovadoras. Conclui-se que a inova&ccedil;&atilde;o se inseriu na agenda das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas federais no per&iacute;odo analisado contribuindo para a cria&ccedil;&atilde;o de externalidade positivas como o aumento a competitividade das empresas tur&iacute;sticas do Brasil. Contudo, s&atilde;o escassos os enfoques nas inova&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas voltadas para o turismo de base local.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Resumen&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Este art&iacute;culo tiene como objetivo abordar c&oacute;mo la innovaci&oacute;n se manifiesta en las pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo, con foco en el gobierno federal de Brasil. Para ello, se llev&oacute; a cabo la recopilaci&oacute;n y an&aacute;lisis de documentos relacionados con las actividades del gobierno federal brasile&ntilde;o en turismo, entre 2018 y 2022. Como resultado, se identific&oacute; que los tipos de innovaci&oacute;n m&aacute;s presentes fueron las innovaciones en pol&iacute;tica p&uacute;blica, en el proceso administrativo y en el servicio. Y las acciones que recibieron mayor &eacute;nfasis en los documentos analizados fueron los destinos tur&iacute;sticos inteligentes y los concursos para incentivar la identificaci&oacute;n de soluciones innovadoras. Se concluye que la innovaci&oacute;n fue incluida en la agenda de las pol&iacute;ticas p&uacute;blicas federales en el per&iacute;odo analizado, contribuyendo para la creaci&oacute;n de externalidades positivas como el aumento de la competitividad de las empresas tur&iacute;sticas en Brasil. Sin embargo, se presta poca atenci&oacute;n a las contribuciones innovadoras al turismo de base local.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Abstract&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;This article discusses how innovation manifests itself in public tourism policies, with a focus on the federal government of Brazil. To this end, a collection and analysis of documents related to the Brazilian federal government&amp;#8217;s performance in tourism were carried out between 2018 and 2022. As a result, it was identified that the most present types of innovation were innovations in public policy, in the administrative process and in the service. And the actions that received greater emphasis in the analyzed documents were smart tourist destinations and competitions to encourage identifying innovative solutions. It is concluded that innovation was included in the agenda of federal public policies in the analyzed period, contributing to the create positive externalities such as increasing the competitiveness of tourist companies in Brazil. However, there is little focus on innovative contributions to locally-based tourism.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;1 Introdu&ccedil;&atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica tem sido fundamentada na abordagem neoshumpteriana na qual a inova&ccedil;&atilde;o &eacute; gerada pela necessidade do capitalismo de alterar a din&acirc;mica dos mercados, sendo o desenvolvimento resultante da intera&ccedil;&atilde;o dos sistemas tecnoecon&ocirc;mico e socioinstitucional (Carayannis, Acikdilli &amp;amp; Ziemnowicz, 2020). Uma inova&ccedil;&atilde;o radical altera as compet&ecirc;ncias e prefer&ecirc;ncias dos tr&ecirc;s agentes: provedores, usu&aacute;rios e formulador de pol&iacute;ticas (Windrum &amp;amp; Garc&iacute;a-Go&ntilde;i, 2008). Petelski, Milesi &amp;amp; Verre (2019) tamb&eacute;m destacam o efeito causal do financiamento p&uacute;blico para inova&ccedil;&atilde;o, visto que ele impacta a intensidade dos esfor&ccedil;os tecnol&oacute;gicos das firmas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A inova&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m estimula a competitividade das firmas no mercado, que &eacute; medida n&atilde;o mais pelo patrim&ocirc;nio, mas pela forma que conseguem mobilizar as informa&ccedil;&otilde;es e conhecimentos e lan&ccedil;&aacute;-las no mercado (Nelson &amp;amp; Winter, 2005). Logo, o processo de concorr&ecirc;ncia n&atilde;o se d&aacute; somente via pre&ccedil;os, como tamb&eacute;m h&aacute; possibilidade por meio da introdu&ccedil;&atilde;o de novos produtos no mercado, o que importa para explicar a evolu&ccedil;&atilde;o do sistema capitalista como um todo (Schumpeter, 2021).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A concep&ccedil;&atilde;o neoschumpeteriana se integra ao contexto das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo (Silva-Junior et al., 2021) ao incorporar as inova&ccedil;&otilde;es ao sistema econ&ocirc;mico, &ldquo;ao contr&aacute;rio de muitas tecnologias que s&atilde;o espec&iacute;ficas de processos particulares, as inova&ccedil;&otilde;es derivadas de seu uso t&ecirc;m a caracter&iacute;stica de permear, potencialmente, todo o tecido produtivo&rdquo; (Tigre, 2005, p. 206). A teoria neoschumpeteriana possibilita analisar as inova&ccedil;&otilde;es com &ecirc;nfase na import&acirc;ncia do conhecimento e da aprendizagem para o desenvolvimento organizacional e econ&ocirc;mico e consequentemente para as mudan&ccedil;as sist&ecirc;micas no setor p&uacute;blico (Silva-Junior et al., 2021).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nessa dire&ccedil;&atilde;o, parte-se do pressuposto de que as atividades do setor de servi&ccedil;os, como o turismo, s&atilde;o essenciais para movimentar a economia no Brasil e que o alcance de uma cultura de inova&ccedil;&atilde;o incorporada pelo destino tur&iacute;stico requer o envolvimento do setor p&uacute;blico com pol&iacute;ticas p&uacute;blicas direcionadas para a inova&ccedil;&atilde;o no setor. Logo, a inova&ccedil;&atilde;o em turismo no Brasil, se incentivada por pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, pode aumentar a competitividade tur&iacute;stica e desenvolver econ&ocirc;mica e socialmente o ecossistema nas regi&otilde;es brasileiras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o Minist&eacute;rio do Turismo, &eacute; de suma import&acirc;ncia que o &ldquo;ator p&uacute;blico incentive e apoie a inova&ccedil;&atilde;o constante nas empresas do setor e, ao mesmo tempo, busque solu&ccedil;&otilde;es legais para permitir a concorr&ecirc;ncia justa entre ela&rdquo; (MTur, 2018, p. 57). Diante dessa relev&acirc;ncia, tamb&eacute;m ressaltada pelo Minist&eacute;rio do Turismo, faz-se necess&aacute;rio conhecer como o governo federal tem estimulado a inova&ccedil;&atilde;o no turismo nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso objetiva-se com esse texto apreender como a inova&ccedil;&atilde;o se manifesta nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo, com um enfoque na literatura cient&iacute;fica e nas a&ccedil;&otilde;es do governo brasileiro. Para tanto, ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o dos procedimentos metodol&oacute;gicos, s&atilde;o abordadas as contribui&ccedil;&otilde;es da teoria neoschumpeteriana para a an&aacute;lise da inova&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo. Na se&ccedil;&atilde;o seguinte &eacute; discutida a atua&ccedil;&atilde;o do governo federal no Brasil (2018-2022) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; inova&ccedil;&atilde;o para ent&atilde;o serem expostas as considera&ccedil;&otilde;es finais.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;2 Metodologia&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A presente pesquisa se caracteriza como qualitativa e descritiva. Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliogr&aacute;fica e documental a respeito da inova&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo no Brasil. A pesquisa bibliogr&aacute;fica utilizou livros de autores reconhecidos no tema da pesquisa assim como artigos cient&iacute;ficos relacionados ao tema. Os artigos foram selecionados considerando autores cl&aacute;ssicos da &aacute;rea e os artigos mais relevantes levantados a partir de busca no Portal de Peri&oacute;dicos da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (CAPES), a qual &eacute; uma plataforma do governo brasileiro que disponibiliza o acesso a mais 49 mil peri&oacute;dicos nacionais e internacionais (Brasil, 2023). Para a busca e&ccedil;letr&ocirc;nica neste portal foram utilizados os termos (strings): &ldquo;innovation&rdquo;, &ldquo;public policy&rdquo;, &ldquo;development&rdquo;, &ldquo;tourism&rdquo;, &ldquo;Schumpeter&rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&aacute; os documentos foram selecionados a partir do Minist&eacute;rio do Turismo do Brasil que referenciavam a atua&ccedil;&atilde;o governo brasileiro no per&iacute;odo de 2018 a 2022 sobre inova&ccedil;&atilde;o. O recorte temporal para a an&aacute;lise da atua&ccedil;&atilde;o do governo brasileiro foi estabelecido em raz&atilde;o de ser esse o mesmo per&iacute;odo do Plano Nacional de Turismo do Brasil, que direciona as a&ccedil;&otilde;es do governo federal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foram selecionados os documentos &ldquo;Plano Nacional do Turismo &ndash; PNT 2018-2022&rdquo; (Brasil, 2018), o &ldquo;Retomada do Turismo&rdquo; (Brasil, 2020c; Brasil, 2021b), os documentos relacionados &agrave; C&acirc;mara do Turismo 4.0 (Brasil 2023a) e o Programa Investe Turismo (Brasil, 2019b). Nestes documentos foram buscadas as men&ccedil;&otilde;es &agrave; inova&ccedil;&atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&eacute;m foram utilizadas na an&aacute;lise as reportagens obtidas por meio de pesquisa realizada no buscador de Not&iacute;cias do site do Minist&eacute;rio do Turismo (https://www.gov.br/turismo/pt-br/assuntos/noticias), utilizando a palavra &ldquo;inova&ccedil;&atilde;o&rdquo;, com o mesmo recorte temporal de 2018 a 2022. Nessa busca no site do Minist&eacute;rio do Turismo foram identificados 179 resultados, dos quais foram selecionados utilizando como delimitador o fato de possuir no t&iacute;tulo ou na s&iacute;ntese da reportagem o termo &ldquo;inova&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A partir desse recorte foram analisadas 49 reportagens. Todavia, nos resultados encontrados, foi identificada a aus&ecirc;ncia de reportagens de 2019 e 2020. Para suprir esse erro no buscador do Minist&eacute;rio do Turismo, foram utilizadas 12 reportagens referentes ao per&iacute;odo faltante encontradas em um portal anterior do Minist&eacute;rio do Turismo (http://antigo.turismo.gov.br/). Dessa forma, foram utilizadas 61 reportagens para a an&aacute;lise.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Destaca-se o uso de documentos (impressos, digitalizados e nato eletr&ocirc;nicos) na &aacute;rea de Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica (gest&atilde;o, governan&ccedil;a e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas) tem sido o principal recurso metodol&oacute;gico empregado em estudos sobre o campo nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas (Garcia et al., 2015; Silva et al., 2020) e que instrumento de planejamento governamental como o PNT tem sido aplicado pela comunidade acad&ecirc;mica (Mediotte et al. 2021), sendo &uacute;til para an&aacute;lise e avalia&ccedil;&otilde;es preliminares de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o desenvolvimento com base no turismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A an&aacute;lise dos documentos ocorreu primeiramente de forma qualitativa com uma busca das principais a&ccedil;&otilde;es do setor p&uacute;blico descritas nos mesmos relacionadas &agrave; inova&ccedil;&atilde;o. Em seguida foi realizada uma an&aacute;lise quantitativa dos conte&uacute;dos das reportagens para identificar aqueles com maior n&uacute;mero de repeti&ccedil;&otilde;es. Finalmente, foi realizada uma an&aacute;lise qualitativa dos documentos a partir das categorias te&oacute;ricas aprendizagem (pelo uso, pelo fazer, pela pesquisa, pela intera&ccedil;&atilde;o) (Queiroz, 2006; Queiroz 2006) e tipos de inova&ccedil;&atilde;o no turismo (governan&ccedil;a, marketing, pol&iacute;tica p&uacute;blica, processo administrativo, processo tecnol&oacute;gico, servi&ccedil;o, territorial) (Emmendoerfer, 2023).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dessa forma, na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o ser&aacute; abordada primeiramente a discuss&atilde;o te&oacute;rica sobre a inova&ccedil;&atilde;o, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo e teoria neoschumpeteriana e em seguida a inova&ccedil;&atilde;o em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo na perspectiva do governo federal no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;3. Resultados e Discuss&otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A partir dos procedimentos metodol&oacute;gicos expostos na se&ccedil;&atilde;o anterior a seguir ser&atilde;o apresentados os resultados da pesquisa abordando inicialmente as contribui&ccedil;&otilde;es da teoria neoschumpeteriana para a an&aacute;lise da inova&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo. Para tanto s&atilde;o discutidas as formas de ocorr&ecirc;ncia e a classifica&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o, a import&acirc;ncia da inova&ccedil;&atilde;o para a economia bem como sua rela&ccedil;&atilde;o com o aprendizado, as organiza&ccedil;&otilde;es, a economia e o turismo. Ent&atilde;o, &eacute; discutida a atua&ccedil;&atilde;o do governo federal no Brasil (2018-2022) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; inova&ccedil;&atilde;o com destaque para o Plano Nacional de Turismo, a&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; pandemia (Retomada do Turismo), C&acirc;mara de Turismo 4.0, o Programa Investe Turismo, e reportagens sobre inova&ccedil;&atilde;o disponibilizadas no site do Minist&eacute;rio do Turismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3.1 Inova&ccedil;&atilde;o, Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas de Turismo e Teoria Neoschumpeteriana&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Castells (2013) revela que a evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica afetou em grande parte a capacidade produtiva e os padr&otilde;es de vida em sociedade, estimulando uma nova economia baseada na informa&ccedil;&atilde;o, na globaliza&ccedil;&atilde;o e em redes. As tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o prosperam &agrave; medida que foram conduzidas pelo mercado e um misto de a&ccedil;&otilde;es provenientes da interface entre institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e grandes mercados desenvolvidos pelo governo, bem como uma cultura de criatividade tecnol&oacute;gica atrelada a modelos de sucesso, que se agruparam em torno de redes de empresas, organiza&ccedil;&otilde;es e institui&ccedil;&otilde;es (Castells, 2013).&lt;br /&gt;
Desde ent&atilde;o, o desenvolvimento econ&ocirc;mico &eacute; dirigido pelos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos como um processo din&acirc;mico, interativo e evolucion&aacute;rio, que tem levado diversos pa&iacute;ses &agrave; &lsquo;corrida&rsquo; por inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas. Contudo, Freeman e Soete (2009, p. 457), ao analisarem as estrat&eacute;gias de introdu&ccedil;&atilde;o de novos produtos e processos nas ind&uacute;strias de maior intensidade tecnol&oacute;gica, destacam que as firmas que n&atilde;o inovam est&atilde;o fadadas a morrer, j&aacute; que suas concorrentes:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;[&amp;#8230;] ir&atilde;o tomar-lhes o mercado com inova&ccedil;&otilde;es de produtos ou fabricando os produtos habituais a custos menores por novos processos. Consequentemente, se elas desejarem sobreviver, a despeito de todas as suas incertezas sobre a inova&ccedil;&atilde;o, a maioria dessas firmas permanecem numa rotina inovativa [&amp;#8230;]. As mudan&ccedil;as na tecnologia e no mercado e os avan&ccedil;os de suas concorrentes obrigam-nas a tentar manter o ritmo de uma forma ou de outra.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, as firmas devem adquirir vantagens competitivas por meio de inova&ccedil;&otilde;es, sejam elas de car&aacute;ter tecnol&oacute;gico, mercadol&oacute;gico ou organizacional. Na vis&atilde;o de Schumpeter (2021), essas inova&ccedil;&otilde;es significam fazer as coisas diferentemente no reino da vida econ&ocirc;mica, em outras palavras, s&oacute; haver&aacute; desenvolvimento se houver inova&ccedil;&atilde;o, se houver a cria&ccedil;&atilde;o de algo novo, que seja capaz de provocar uma ruptura com o status quo. O autor citado destaca ainda que as inova&ccedil;&otilde;es podem ocorrer da seguinte forma:&lt;br /&gt;
a) introdu&ccedil;&atilde;o de um novo bem n&atilde;o familiar aos consumidores ou ent&atilde;o de nova qualidade de um certo bem;&lt;br /&gt;
b) introdu&ccedil;&atilde;o de um novo m&eacute;todo de produ&ccedil;&atilde;o, ou seja, de um m&eacute;todo ainda n&atilde;o verificado pela experi&ecirc;ncia de certo ramo produtivo e que tal introdu&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada;&lt;br /&gt;
c) abertura de um novo mercado, ou seja, um mercado novo para uma determinada ind&uacute;stria, no sentido de os produtos desta ind&uacute;stria nunca terem tido acesso, independente do fato de este mercado ter ou n&atilde;o existido anteriormente;&lt;br /&gt;
d) conquista de uma nova fonte de mat&eacute;ria prima ou de produtos semiacabados;&lt;br /&gt;
e) novas formas de organiza&ccedil;&atilde;o de uma ind&uacute;stria, como a cria&ccedil;&atilde;o ou a ruptura de uma posi&ccedil;&atilde;o de um monop&oacute;lio, geralmente tempor&aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As inova&ccedil;&otilde;es constituem o motor do processo de mudan&ccedil;a que caracteriza o desenvolvimento capitalista, sendo que tal desenvolvimento &eacute; entendido, portanto, apenas pelas &ldquo;mudan&ccedil;as da vida econ&ocirc;mica que n&atilde;o lhes foram impostas de fora, mas que surjam de dentro, por sua pr&oacute;pria iniciativa&rdquo; (Schumpeter, 2021, p. 63). As mudan&ccedil;as econ&ocirc;micas end&oacute;genas se d&atilde;o pelo lado da oferta, do produtor &ndash; do empres&aacute;rio empreendedor, conforme aponta Schumpeter (2021, p. 65): &ldquo;o produtor que, via de regra, inicia a mudan&ccedil;a econ&ocirc;mica, e os consumidores s&atilde;o educados por ele, se necess&aacute;rio; s&atilde;o, por assim dizer, ensinados a querer coisas novas, ou coisas que diferem em um aspecto ou outro daquelas que tinham o h&aacute;bito de usar&rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O autor citado considera no processo inovativo uma personagem ativa: o empres&aacute;rio inovador, aquele que n&atilde;o apenas administra o seu neg&oacute;cio, mas introduz constantemente novos produtos e servi&ccedil;os no mercado, por meio de alguma inven&ccedil;&atilde;o ou inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica ou a combina&ccedil;&atilde;o de fatores de produ&ccedil;&atilde;o. Contudo, percebe-se que o empres&aacute;rio inovador deve adotar em sua firma estrat&eacute;gias voltadas as inova&ccedil;&otilde;es, utilizando-as como diferencial perante seus concorrentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&Eacute; importante ressaltar que investir em inova&ccedil;&atilde;o implica em estimular aprendizado, capacita&ccedil;&atilde;o e acumula&ccedil;&atilde;o de conhecimento. Rosenberg (2006), ao estudar de forma pioneira os v&aacute;rios elementos relacionados ao aprendizado pelo uso, considera as inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas como um processo de diferentes tipos e dimens&otilde;es de aprendizagem que desperta o interesse universal das firmas pela busca de conhecimento. Compreender a natureza desses processos se torna interessante tanto para a constru&ccedil;&atilde;o da teoria da firma, quanto para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, j&aacute; que a firma &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o &ldquo;que acumula compet&ecirc;ncias e atuam em um ambiente em permanente muta&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Queiroz, 2006, p. 193).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esses aprendizados que contribuem para o aperfei&ccedil;oamento dos produtos e servi&ccedil;os e desencadeiam as vantagens competitivas que tanto importa para o sucesso das firmas, podem ser depreendidos das seguintes formas, tendo por base uma ampla revis&atilde;o te&oacute;rica realizada por Queiroz (2006): aprendizagem pelo uso (learning-by-using), relacionada &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do produto, m&aacute;quina, equipamento, insumo, etc; aprendizagem pelo fazer (learning-by-doing), conhecimento t&aacute;cito adquirido por meio da realiza&ccedil;&atilde;o de atividades produtivas; aprendizagem pela pesquisa (learning-by-searching), associada a atividades de cria&ccedil;&atilde;o de conhecimento, como P&amp;amp;D (pesquisa e desenvolvimento); aprendizagem pela intera&ccedil;&atilde;o (learning-by-interacting) &ndash; obtida da intera&ccedil;&atilde;o/coopera&ccedil;&atilde;o entre os atores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, as firmas s&atilde;o organiza&ccedil;&otilde;es que aprendem de diversas formas, por diferentes caminhos, seja pelo &ldquo;fazer, pela adapta&ccedil;&atilde;o, pela pesquisa, pela intera&ccedil;&atilde;o, entre outros. E, na maior parte dos casos, essas diferentes formas de aprendizado n&atilde;o s&atilde;o excludentes, [&amp;#8230;] podem ser complementares (Queiroz, 2006, p. 209), o que tem levado as firmas a combinarem estrat&eacute;gias, inova&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter tecnol&oacute;gico, mercadol&oacute;gico ou organizacional (Tigre, 2008) e de buscarem potencializar suas tecnologias em parceria/coopera&ccedil;&atilde;o com outras entidades. Queiroz (2006) argumenta que essas entidades que contribuem para a mudan&ccedil;a t&eacute;cnica por meio do aprendizado, podem ser as universidades, centros de pesquisa, gest&atilde;o governamental, institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e financeiras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em s&iacute;ntese, a tecnologia influencia a pesquisa e consequentemente influencia as formas como as firmas desenvolvem suas atividades (isolada ou coletivamente), o conhecimento gerado, como tamb&eacute;m a forma como se aprende a gerenciar o aprendizado. A literatura usualmente identifica os v&aacute;rios esfor&ccedil;os de aprendizado tecnol&oacute;gico relacionados ao setor industrial, muito embora os esfor&ccedil;os inovativos possam ser observados em diversos outros setores produtivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Devido &agrave;s particularidades do setor de servi&ccedil;os, a mensura&ccedil;&atilde;o pela produtividade e a verifica&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as se tornam dif&iacute;ceis de ser estabelecidas, principalmente no que tange a inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas. Cabe, portanto, concentrar a an&aacute;lise nos equipamentos e rotinas das firmas prestadoras de servi&ccedil;os ou no conjunto de estudos que possam influenciar na inova&ccedil;&atilde;o, embora se saiba que &eacute; um setor que predomina estrat&eacute;gias imitativas (Soares et al., 2013).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O turismo &eacute; um fen&ocirc;meno econ&ocirc;mico social e cultural que afeta a din&acirc;mica produtiva de um destino tur&iacute;stico. &Eacute; um segmento do setor de servi&ccedil;os que envolve um conjunto de atividades &ldquo;realizadas pelas pessoas durante suas viagens e estadas em lugares distintos do seu ambiente habitual, por um per&iacute;odo de tempo consecutivo inferior a um ano, com finalidades de lazer, neg&oacute;cios e outros motivos, e n&atilde;o por raz&otilde;es lucrativas&rdquo; (Soares et al., 2013, p. 46). Flecha et al. (2010) destacam que o turismo &eacute; um setor que oferta uma gama de servi&ccedil;os, sendo composto por estabelecimentos de alojamento, transporte, alimenta&ccedil;&atilde;o, entretenimento e lazer e outros servi&ccedil;os dispon&iacute;veis de hospitalidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pensar em inova&ccedil;&atilde;o no turismo &eacute; partir da premissa que &eacute; um setor marcado por inova&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tecnol&oacute;gicas e sem grandes esfor&ccedil;os em P&amp;amp;D (pesquisa e desenvolvimento), que predomina entraves como a falta de recursos, confian&ccedil;a e coopera&ccedil;&atilde;o da cadeia produtiva do turismo, bem como escassos incentivos de aprendizado e difus&atilde;o de conhecimento. Acrescenta-se a esses elementos a predomin&acirc;ncia de micro, pequenas e m&eacute;dias empresas, cuja gest&atilde;o &eacute; familiar, o que dificulta ainda mais a inova&ccedil;&atilde;o neste setor (Nordin, 2003).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o Manual de Oslo, documento de refer&ecirc;ncia internacional que permite orientar e padronizar metodologias em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de implementa&ccedil;&atilde;o de uma ou mais inova&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito das organiza&ccedil;&otilde;es, apesar da mensura&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o ainda permanecerem incipientes e relativizadas, existem v&aacute;rias abordagens testadas que merecem aten&ccedil;&atilde;o, em especial aquelas que s&atilde;o conduzidas pelo setor p&uacute;blico (Organisation for Economic Cooperation and Development &amp;#8211; Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico [OCDE, 2018]. Todavia, ainda pouco se sabe sobre o processo de inova&ccedil;&atilde;o em setores n&atilde;o orientados ao mercado mesmo com os avan&ccedil;os no setor p&uacute;blico (Emmendoerfer, 2019). Vale destacar que os tipos de inova&ccedil;&atilde;o reproduzidas nesse documento j&aacute; vem sendo adaptadas para o turismo, seguindo a seguinte classifica&ccedil;&atilde;o (Hjalager, 2010; Sipe &amp;amp; Testa, 2009):&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a) Inova&ccedil;&otilde;es de produtos ou servi&ccedil;os: se referem &agrave;s mudan&ccedil;as observadas diretamente pelo cliente, e considerado como novo, tanto no sentido de nunca visto antes, ou novos para a empresa particular ou de destino.&lt;br /&gt;
b) Inova&ccedil;&otilde;es de processo: referem-se normalmente &agrave;s iniciativas de bastidores que visam &agrave; efici&ecirc;ncia, produtividade e fluxo. Os investimentos em tecnologia s&atilde;o a &acirc;ncora do processo de inova&ccedil;&atilde;o, &agrave;s vezes em combina&ccedil;&atilde;o com layouts regenerados para opera&ccedil;&otilde;es de trabalho manual.&lt;br /&gt;
c) Inova&ccedil;&otilde;es gerenciais: novas formas de organizar a colabora&ccedil;&atilde;o interna, orientando e capacitando pessoal, construindo carreiras e compensando o trabalho com a remunera&ccedil;&atilde;o e benef&iacute;cios, tamb&eacute;m podendo ser destinadas a melhorar a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho e fomentar o conhecimento interno e recursos de compet&ecirc;ncia&lt;br /&gt;
d) Inova&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o: mudan&ccedil;as na maneira em que a comunica&ccedil;&atilde;o global da organiza&ccedil;&atilde;o com os clientes &eacute; feita, e como os relacionamentos entre o prestador do servi&ccedil;o e o cliente s&atilde;o constru&iacute;dos e mantidos.&lt;br /&gt;
e) Inova&ccedil;&otilde;es institucionais: constitui&ccedil;&atilde;o de novas ou combina&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias j&aacute; estabelecidas intra e entre organiza&ccedil;&otilde;es/empresas para colabora&ccedil;&atilde;o interinstitucional, efetivado por meio de acordos bilaterais para a forma&ccedil;&atilde;o de alian&ccedil;as e redes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao revisitar essa discuss&atilde;o no &acirc;mbito da gest&atilde;o, governan&ccedil;a e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, Emmendoerfer (2023) amplia o debate dos tipos de inova&ccedil;&atilde;o no turismo ao apresentar a Figura 1:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img fetchpriority=&quot;high&quot; decoding=&quot;async&quot; class=&quot;alignnone size-full wp-image-2302&quot; src=&quot;https://revistaepe.utem.cl/wp-content/uploads/sites/7/2024/10/figura-1-art-turismo-Brasil.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;748&quot; height=&quot;645&quot; srcset=&quot;https://revistaepe.utem.cl/wp-content/uploads/sites/7/2024/10/figura-1-art-turismo-Brasil.png 748w, https://revistaepe.utem.cl/wp-content/uploads/sites/7/2024/10/figura-1-art-turismo-Brasil-300x259.png 300w, https://revistaepe.utem.cl/wp-content/uploads/sites/7/2024/10/figura-1-art-turismo-Brasil-200x172.png 200w, https://revistaepe.utem.cl/wp-content/uploads/sites/7/2024/10/figura-1-art-turismo-Brasil-150x129.png 150w&quot; sizes=&quot;(max-width: 748px) 100vw, 748px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, entende-se que a inova&ccedil;&atilde;o deve ser tratada pelo setor do turismo para al&eacute;m do desenvolvimento tecnol&oacute;gico, considerando suas facetas e metodologias conforme os tipos de inova&ccedil;&atilde;o de produtos, de processos, organizacional e de marketing, buscando solu&ccedil;&otilde;es para o setor de forma coletiva e interativa. O Estado, portanto, deve ter o olhar para inova&ccedil;&atilde;o voltado a cria&ccedil;&atilde;o e fortalecimento de um ecossistema tur&iacute;stico inovador, incluindo a intera&ccedil;&atilde;o entre setores privado e p&uacute;blico e a comunidade (Biz &amp;amp; Grechi, 2022).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No que tange o turismo, Denwood et al. (2008) e Victorino et al. (2005) consideram que a inova&ccedil;&atilde;o tem sido direcionada para grandes organiza&ccedil;&otilde;es, o que tem limitado o desenvolvimento de metodologias que direcionassem &agrave; pr&aacute;tica inovativa no turismo, apesar de avan&ccedil;os recentes embora ainda incipientes com a utiliza&ccedil;&atilde;o de laborat&oacute;rios de inova&ccedil;&atilde;o no campo (Emmendoerfer et al. 2020). Hjalager (2010) assinala a inova&ccedil;&atilde;o em turismo a partir de pol&iacute;ticas focadas na ideia de sustentabilidade e de iniciativas setoriais de outras &aacute;reas, categorizando-a em quatro tipos de inova&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica: produto inova&ccedil;&otilde;es, inova&ccedil;&otilde;es de processos, conhecimento de mercado e inova&ccedil;&otilde;es gerenciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desta forma, as inova&ccedil;&otilde;es no turismo afetam desde o processo decis&oacute;rio de viagem at&eacute; a &ldquo;implementa&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es mais r&aacute;pidas e de custo reduzido voltadas &agrave; sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos profissionais que atuam no setor de turismo&rdquo; (Brasil, 2018, p. 56), o que impacta diretamente na qualidade dos produtos e servi&ccedil;os, bem como interfere na competividade do destino tur&iacute;stico, tornando a inova&ccedil;&atilde;o &laquo;fundamental para se pensar e projetar novos caminhos para o turismo&rdquo; (Tomazzoni, Tomazin &amp;amp; Oliveira, 2022, p. 125).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ap&oacute;s a discuss&atilde;o bibliogr&aacute;fica a respeito das formas de ocorr&ecirc;ncia e a classifica&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o, a import&acirc;ncia da inova&ccedil;&atilde;o para a economia bem como sua rela&ccedil;&atilde;o com o aprendizado, as organiza&ccedil;&otilde;es, a economia e o turismo, na se&ccedil;&atilde;o seguinte ser&aacute; abordada a atua&ccedil;&atilde;o do governo federal no Brasil (2018-2022) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; inova&ccedil;&atilde;o por meio da an&aacute;lise de reportagens disponibilizadas no site do Minist&eacute;rio do Turismo, do Plano Nacional do Turismo &ndash; PNT 2018-2022 e do documento Retomada do Turismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O processo de inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas na perspectiva neo-schumpeteriana no setor de servi&ccedil;os, e especial do turismo, refere-se, nesse sentido, a busca e sele&ccedil;&atilde;o, por meio da descoberta, experimenta&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento, imita&ccedil;&atilde;o e ado&ccedil;&atilde;o de novos servi&ccedil;os, novos processos e nova organiza&ccedil;&atilde;o (Dosi, 1982). Os processos no setor de servi&ccedil;os passam a ser vistos como interativos, complexos, irregulares, envolvendo redes de coopera&ccedil;&atilde;o e o aprendizado continuamente. Sundbo e Jesen (2001) enfatizam a coopera&ccedil;&atilde;o e alian&ccedil;as, em que a inova&ccedil;&atilde;o emerge nas redes institucionais e empresariais. Segundo Gimenez, Stefenon &amp;amp; In&aacute;cio J&uacute;nior (2022) a coopera&ccedil;&atilde;o envolvendo setor p&uacute;blico, empres&aacute;rios, terceiro setor e institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa tem o potencial de gerar o desenvolvimento sustent&aacute;vel de uma regi&atilde;o quando essa a&ccedil;&atilde;o concertada est&aacute; direcionada para consolida&ccedil;&atilde;o de um ecossistema empreendedor regional. Como observado por Bugio (2019) no turismo uma maior competitividade e inova&ccedil;&atilde;o apenas ser&atilde;o obtidas se os agentes do setor cooperarem numa l&oacute;gica de ecossistema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3.2 Inova&ccedil;&atilde;o em Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas de Turismo: a atua&ccedil;&atilde;o do governo federal no Brasil (2018-2022)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No governo federal brasileiro, o Plano Nacional de Turismo (PNT) estabelece a inova&ccedil;&atilde;o como uma de suas diretrizes para o desenvolvimento do turismo nacional no per&iacute;odo de 2018-2022, al&eacute;m da regionaliza&ccedil;&atilde;o, qualidade, competitividade e sustentabilidade (Brasil, 2018). Dentre as linhas de atua&ccedil;&atilde;o propostas pelo PNT 2018-2022 est&atilde;o: gest&atilde;o descentralizada; seguran&ccedil;a p&uacute;blica; legisla&ccedil;&atilde;o; pesquisa; monitoramento; infraestrutura; fomento; oferta tur&iacute;stica; qualifica&ccedil;&atilde;o; formaliza&ccedil;&atilde;o de prestadores de servi&ccedil;os tur&iacute;sticos; sustentabilidade; direitos de crian&ccedil;as e adolescentes; turismo social; acessibilidade; turismo de base local; e marketing.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao tratar da diretriz inova&ccedil;&atilde;o o Plano apresenta defini&ccedil;&otilde;es gerais sobre a inova&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo, associando-a conceitualmente &agrave; criatividade, tecnologia, empresas, servi&ccedil;os, fomento, estrat&eacute;gia, conhecimento e destino tur&iacute;stico inteligente. O PNT n&atilde;o trata da inova&ccedil;&atilde;o em todas as linhas de atua&ccedil;&atilde;o elencadas inicialmente, mas &eacute; poss&iacute;vel identific&aacute;-la em algumas propostas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeiramente &eacute; importante destacar a import&acirc;ncia que o Plano atribui ao Estado e sua atua&ccedil;&atilde;o descentralizada. A descentraliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o primeiro passo para que se forme um ecossistema tur&iacute;stico inovador, pois ela fortalece os conselhos e a decis&atilde;o local e assim estimula a intera&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o de redes entre os agentes. Nesse sentido, o Plano prop&otilde;e a atua&ccedil;&atilde;o do governo brasileiro de forma descentralizada, destacando o fortalecimento do Sistema Nacional de Turismo (Minist&eacute;rio do Turismo, Embratur, Conselho Nacional de Turismo e F&oacute;rum Nacional de Secret&aacute;rios e Dirigentes Estaduais), al&eacute;m da import&acirc;ncia dos conselhos estaduais e municipais e as inst&acirc;ncias de governan&ccedil;a regionais. Nessa perspectiva, tem fundamental import&acirc;ncia a coopera&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o de redes. Assim, a inten&ccedil;&atilde;o com o PNT &eacute; fazer com que seus integrantes consigam colaborar entre si em prol de objetivos comuns como: &ldquo;compartilhar conhecimentos, capacitar-se, dividir riscos e responsabilidades, conquistar novos mercados, reduzir custos, qualificar produtos e servi&ccedil;os e ainda desfrutar do acesso &agrave;s novas tecnologias&rdquo; (Brasil, 2018, p. 69). Para Nordin (2003), o trabalho em rede de coopera&ccedil;&atilde;o entre os atores agrega valor ao destino tur&iacute;stico, contribuindo tamb&eacute;m com o incremento da sua competitividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A inova&ccedil;&atilde;o no Plano Nacional de Turismo &eacute; relacionada &agrave; moderniza&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o, com destaque para as &ldquo;plataformas digitais que intermedeiam as rela&ccedil;&otilde;es do turista com donos de im&oacute;veis que oferecem acomoda&ccedil;&otilde;es [e a] necess&aacute;ria regulamenta&ccedil;&atilde;o desses novos neg&oacute;cios, para que se possa potencializar os benef&iacute;cios da atividade tur&iacute;stica &agrave; popula&ccedil;&atilde;o local&rdquo; (Brasil, 2018, p. 80). O fomento tamb&eacute;m &eacute; ressaltado no PNT para ampliar e renovar as infraestruturas tur&iacute;sticas privadas e ofertar servi&ccedil;os tur&iacute;sticos diferenciados e inovadores, &ldquo;especialmente por meio da disponibiliza&ccedil;&atilde;o de recursos do Fundo Geral do Turismo (FUNGETUR) com foco no atendimento a micro e pequenas empresas&rdquo; (Brasil, 2018, p. 100). Ainda, &ldquo;os produtos tur&iacute;sticos devem ser cada vez mais atrativos, destacando-se n&atilde;o s&oacute; pela qualidade de sua infraestrutura, seus equipamentos e servi&ccedil;os, mas, principalmente, por sua capacidade de inova&ccedil;&atilde;o e criatividade (Brasil, 2018, p. 102).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre o patrim&ocirc;nio cultural, devem ser criadas &ldquo;metodologias e estrat&eacute;gias inovadoras, que orientem a estrutura&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o atividades tur&iacute;sticas que incorporem aspectos da produ&ccedil;&atilde;o local, da cultura e da culin&aacute;ria regional&rdquo; (Brasil, 2018, p. 123). Cabe aos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos ligados ao meio ambiente e &agrave; cultura atuarem em conjunto e implementarem &ldquo;uma pol&iacute;tica de gest&atilde;o das &aacute;reas de uso p&uacute;blico das Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o Federais, em parceria com o setor privado e o terceiro setor, e promover a inova&ccedil;&atilde;o, a criatividade&rdquo; (Brasil, 2018, p. 103). E a acessibilidade tamb&eacute;m deve ser tratada de forma inovadora assim como deve ser priorizada uma sinaliza&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica inteligente e interativa &amp;#8211; informativa, educativa, interativa, acess&iacute;vel a pessoas com defici&ecirc;ncia ou mobilidade reduzida, bem como dispor de tradu&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua estrangeira, utilizando comunica&ccedil;&atilde;o visual padronizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No que tange a qualifica&ccedil;&atilde;o, os est&iacute;mulos devem surgir de parcerias entre os setores p&uacute;blico e privado, com foco para desenvolver e proporcionar conhecimentos inovadores. A inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica deve estar presente nos &oacute;rg&atilde;os oficiais de turismo, implementando dentre outras iniciativas, um novo modelo que reduza a burocracia nas transfer&ecirc;ncias intergovernamentais, com solu&ccedil;&otilde;es inovadoras, inspirando-se na sa&uacute;de (Brasil, 2018, p. 101). Abre-se um par&ecirc;ntese para o que Castell e Cardoso (2005, p.27) salientam o que conceituam como Estado em rede, em que o setor p&uacute;blico apesar de ser a &ldquo;esfera da sociedade em que as novas tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o est&atilde;o menos difundidas e os obst&aacute;culos &agrave; inova&ccedil;&atilde;o e ao funcionamento em rede s&atilde;o mais pronunciados&rdquo;, &eacute; o ator decisivo para desenvolver e moldar a sociedade em rede, o que requer o equivalente a uma reforma de Estado para adaptar-se &agrave;s exig&ecirc;ncias e aos processos dessa sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o da atividade tur&iacute;stica fazem parte dos incentivos do PNT 2018-2022 e envolvem estudos e pesquisas em turismo, disponibiliza&ccedil;&atilde;o regular de dados confi&aacute;veis sobre a atividade tur&iacute;stica, a mensura&ccedil;&atilde;o de impacto econ&ocirc;mico do turismo, a padroniza&ccedil;&atilde;o dos indicadores, o monitoramento do desempenho da economia do turismo nos munic&iacute;pios brasileiros assim como dos segmentos tur&iacute;sticos. A inser&ccedil;&atilde;o de novos atores nesse processo como os observat&oacute;rios de turismo e as institui&ccedil;&otilde;es especializadas em estudos e pesquisa tem possibilitado essa aproxima&ccedil;&atilde;o com as pr&aacute;ticas inovadoras e tecnol&oacute;gicas a partir da gera&ccedil;&atilde;o de dados e informa&ccedil;&otilde;es sobre as caracter&iacute;sticas dos diversos segmentos da atividade tur&iacute;stica. Tomazzoni, Tomazin e Oliveira (2022, p. 120) ressaltam que &ldquo;a sistematiza&ccedil;&atilde;o de indicadores &eacute; condi&ccedil;&atilde;o essencial para constatar as potencialidades tur&iacute;sticas inteligentes dos destinos&rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&Eacute; nesse interim que o PNT tem como iniciativa de aprimoramento da oferta tur&iacute;stica nacional o est&iacute;mulo ao desenvolvimento de destinos tur&iacute;sticos inteligentes, possibilitando &ldquo;a sinergia entre melhoria e moderniza&ccedil;&atilde;o das infraestruturas e dos servi&ccedil;os tur&iacute;sticos e a implanta&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas criativas, proporcionando experi&ecirc;ncias &uacute;nicas e memor&aacute;veis aos turistas&rdquo; (Brasil, 2018, p. 96). Foi firmada uma parceria com o instituto argentino Ciudades del Futuro e com a Sociedade Mercantil Estatal para a Gest&atilde;o da Inova&ccedil;&atilde;o e as Tecnologias Tur&iacute;sticas &amp;#8211; SEGITTUR, da Espanha, para construir um modelo metodol&oacute;gico voltado ao desenvolvimento de Destinos Tur&iacute;sticos Inteligentes no Brasil com vistas &agrave; melhoria da gest&atilde;o e dos n&iacute;veis de competitividade tur&iacute;stica dos destinos (Brasil, 2021d).&lt;br /&gt;
O destino tur&iacute;stico inteligente (DTIS) consiste em um espa&ccedil;o acess&iacute;vel, inovador &ldquo;consolidado sobre uma infraestrutura tecnol&oacute;gica de vanguarda que garante o desenvolvimento sustent&aacute;vel do territ&oacute;rio, que facilita a intera&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o do visitante com o entorno e incrementa a qualidade da sua experi&ecirc;ncia no destino e a qualidade de vida dos residentes&rdquo; (Brasil, 2018, p. 104). A esse respeito, Tomazzoni, Tomazin e Oliveira (2022) refor&ccedil;am que os DTIS beneficiam tanto turistas quanto moradores, &agrave; medida que os turistas podem ter suas experi&ecirc;ncias melhoradas, enquanto o trade tur&iacute;stico e a comunidade tendem a desenvolver econ&ocirc;mica e socialmente a localidade por meio do turismo. Os atores envolvidos com a gest&atilde;o do turismo de localidade que conseguirem entender melhor os desejos da demanda e promover a qualifica&ccedil;&atilde;o ou o aperfei&ccedil;oamento de seus destinos e produtos com base no perfil dos turistas e visitantes, ter&atilde;o &ldquo;mais facilidade de inser&ccedil;&atilde;o, posicionamento ou reposicionamento no mercado&rdquo; (Brasil, 2018, p. 105).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2022 o MTur certificou os 10 Destinos Tur&iacute;sticos Inteligentes em Transforma&ccedil;&atilde;o no Brasil. Os munic&iacute;pios de Rio Branco (AC), Palmas (TO), Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Angra dos Reis (RJ), Bras&iacute;lia (DF), Campo Grande (MS), Florian&oacute;polis (SC) e Curitiba (PR) participaram de um projeto-piloto que definiu diretrizes para transform&aacute;-los em territ&oacute;rios mais atrativos considerando os temas novas tecnologias, estrat&eacute;gias de marketing, sustentabilidade e acessibilidade (Brasil, 2022c). Em 2022 o Minist&eacute;rio do Turismo, o Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&otilde;es e o Instituto Ciudades del Futuro (ICF) lan&ccedil;aram o Cat&aacute;logo de Solu&ccedil;&otilde;es Tecnol&oacute;gicas para Destinos Tur&iacute;sticos Inteligentes que apresenta inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas na &aacute;rea de turismo desenvolvidas por empresas, startups e setor p&uacute;blico (Brasil, 2022b).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado, a pandemia afetou diversos setores da economia, incluindo o turismo, que registrou &ldquo;perdas nunca antes observadas. A sensa&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a fez com que milhares de brasileiros cancelassem suas viagens e p&ocirc;s em risco a sobreviv&ecirc;ncia do setor&rdquo; (Brasil, 2020c, p. 11). Em resposta &agrave; incerteza trazida pelo cen&aacute;rio pand&ecirc;mico no Brasil, em novembro de 2020, a partir da Portaria Mtur n. 754 (Brasil, 2020), o Minist&eacute;rio de Turismo desenvolveu a a&ccedil;&atilde;o Retomada do Turismo, reunindo poder p&uacute;blico, iniciativa privada, terceiro setor e Sistema S para mitigar os efeitos negativos em decorr&ecirc;ncia da pandemia da Covid-19.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O esfor&ccedil;o na estrutura&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es desse Programa seguiu quatro eixos de atua&ccedil;&atilde;o, a saber: &ldquo;I &amp;#8211; preserva&ccedil;&atilde;o de empresas e empregos no setor de turismo; II &amp;#8211; melhoria da estrutura e qualifica&ccedil;&atilde;o de destinos; III &amp;#8211; implanta&ccedil;&atilde;o dos protocolos de biosseguran&ccedil;a; e IV &amp;#8211; promo&ccedil;&atilde;o e incentivo &agrave;s viagens&rdquo; (Brasil, 2020). No eixo preserva&ccedil;&atilde;o de empresas e empregos no setor de turismo foi proposto a cria&ccedil;&atilde;o de uma plataforma para recoloca&ccedil;&atilde;o profissional, linhas de cr&eacute;dito, legisla&ccedil;&atilde;o (principalmente a respeito do cancelamento das viagens), benef&iacute;cios fiscais, forma&ccedil;&atilde;o de comit&ecirc;, com a defini&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos para acompanhamento da retomada nos principais destinos. O eixo melhoria da estrutura e da qualifica&ccedil;&atilde;o dos destinos tur&iacute;sticos contempla a oferta de atendimento ao turista, gestor do turismo, idiomas, al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de portf&oacute;lios de oportunidades de neg&oacute;cios em rotas tur&iacute;sticas estrat&eacute;gicas e de uma plataforma de intelig&ecirc;ncia do turismo brasileiro (Brasil, 2020c).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No eixo de implanta&ccedil;&atilde;o de protocolos de biosseguran&ccedil;a, o MTUR lan&ccedil;ou em 2020 o selo Turismo Respons&aacute;vel &ndash; Limpo e Seguro, cuja fun&ccedil;&atilde;o era &ldquo;orientar a ado&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas sanit&aacute;rias em 15 setores tur&iacute;sticos, garantindo seguran&ccedil;a para turistas e trabalhadores do setor&rdquo; (Brasil, 2020c, p. 31). Por fim, de acordo com o mesmo documento o eixo promo&ccedil;&atilde;o e incentivo &agrave;s viagens estava focado em campanhas de incentivo &agrave;s viagens, um banco de imagens dos principais destinos tur&iacute;sticos e a&ccedil;&otilde;es para apoiar &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o do turismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A C&acirc;mara de Turismo 4.0 foi lan&ccedil;ada em 2020, coordenada pelos Minist&eacute;rios do Turismo (MTur) e da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&otilde;es (MCTI), envolvendo institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas empresariais, governamentais e acad&ecirc;micas e como parte do Plano de Internet das Coisas (IoT), previsto no Decreto n&ordm; 9.854 / 2019 (Brasil, 2019a; Brasil, 2023a). A C&acirc;mara de Turismo 4.0 est&aacute; direcionada para a inova&ccedil;&atilde;o na implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo com um foco na digitaliza&ccedil;&atilde;o e a transforma&ccedil;&atilde;o de destinos tur&iacute;sticos em destinos tur&iacute;sticos inteligentes, abordando temas como tecnologia e infraestrutura, seguran&ccedil;a, organiza&ccedil;&atilde;o de f&oacute;runs, promo&ccedil;&atilde;o de p&oacute;los tecnol&oacute;gicos, compartilhamento de informa&ccedil;&atilde;o, mobilidade e digitalização dos destinos turísticos brasileiros e difus&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o com um foco na competitividade (Brasil, 2023a).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outra iniciativa do governo federal brasileiro que trata da inova&ccedil;&atilde;o foi o Programa Investe Turismo. O Programa foi elaborado pelo Minist&eacute;rio do Turismo juntamente com a Embratur e o Sebrae com um foco na articula&ccedil;&atilde;o e fomento do turismo em 30 Rotas Tur&iacute;sticas Estrat&eacute;gicas do Brasil nas &aacute;reas de governan&ccedil;a, servi&ccedil;os e atrativos tur&iacute;sticos, investimentos e marketing, contribuindo assim para implementar o Plano Nacional de Turismo 2018-2022 e gerar o desenvolvimento das regi&otilde;es (Brasil, 2019b). No Programa Investe Turismo a inova&ccedil;&atilde;o se est&aacute; presente no eixo estrat&eacute;gico &ldquo;Melhoria de servi&ccedil;os e atrativos tur&iacute;sticos&rdquo;. Nesse eixo &eacute; proposta a realiza&ccedil;&atilde;o de visitas t&eacute;cnicas nacionais e internacionais para observa&ccedil;&atilde;o de melhores pr&aacute;ticas de inova&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o de produtos e servi&ccedil;os tur&iacute;sticos. Segundo o referido documento, o Programa intenta elaborar uma plataforma online que identifique e indique a localiza&ccedil;&atilde;o das iniciativas inovadoras relacionadas ao turismo de empresas e setor p&uacute;blico do pa&iacute;s. Tamb&eacute;m &eacute; proposto trabalhar a inova&ccedil;&atilde;o da oferta tur&iacute;stica por meio de: revitaliza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os tur&iacute;sticos; interven&ccedil;&otilde;es criativas de espa&ccedil;os p&uacute;blicos (Urban Hacking &ndash; interven&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas, com utiliza&ccedil;&atilde;o inteligente de locais p&uacute;blicos); tecnologia, principalmente internet em destinos e aproxima&ccedil;&atilde;o com startups (Brasil, 2019b).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2020 o Minist&eacute;rio do Turismo realizou o 1&ordm; Desafio Brasileiro de Inova&ccedil;&atilde;o em Turismo, parceria entre o Minist&eacute;rio do Turismo, o Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&otilde;es (MCTI), Wakalua Innovation Hub e Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Turismo (OMT). O objetivo foi identificar solu&ccedil;&otilde;es inovadoras para a retomada do setor para a constru&ccedil;&atilde;o do turismo do futuro, tendo como pr&ecirc;mio uma viagem a Madri (Espanha), com direito a um treinamento e &agrave; participa&ccedil;&atilde;o na Feira de Turismo FITUR 2021 (Brasil, 2020a; Brasil 2020b). Em 2021, a competi&ccedil;&atilde;o foi renomeada para Desafio Turistech Brasil, passando a permitir a inscri&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas de startups, mas tamb&eacute;m de destinos, academia e empresas. O pr&ecirc;mio para as propostas selecionadas consistia em uma mentoria com especialistas em turismo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e as melhores startups tinham como pr&ecirc;mio a classifica&ccedil;&atilde;o para a 4&ordf; Competi&ccedil;&atilde;o Global de Startups de Turismo da OMT e possibilidade de se associarem por 12 meses ao Wakalua (p&oacute;lo de inova&ccedil;&atilde;o global para o turismo, impulsionado pela organiza&ccedil;&atilde;o Avoris em colabora&ccedil;&atilde;o com a OMT) (Brasil, 2021e; Brasil, 2021f; Wakalua, 2023).&lt;br /&gt;
O Desafio Brasileiro de Inova&ccedil;&atilde;o em Turismo foi um dos temas de maior destaque nas not&iacute;cias analisadas, como demonstra a Figura 2 que sintetiza as principais palavras presentes nos t&iacute;tulos e na s&iacute;ntese das not&iacute;cias sobre inova&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Turismo entre 2018 e 2022:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img decoding=&quot;async&quot; class=&quot;alignnone size-full wp-image-2303&quot; src=&quot;https://revistaepe.utem.cl/wp-content/uploads/sites/7/2024/10/figura-2-art-turismo-brasil.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;831&quot; height=&quot;664&quot; srcset=&quot;https://revistaepe.utem.cl/wp-content/uploads/sites/7/2024/10/figura-2-art-turismo-brasil.png 831w, https://revistaepe.utem.cl/wp-content/uploads/sites/7/2024/10/figura-2-art-turismo-brasil-300x240.png 300w, https://revistaepe.utem.cl/wp-content/uploads/sites/7/2024/10/figura-2-art-turismo-brasil-768x614.png 768w, https://revistaepe.utem.cl/wp-content/uploads/sites/7/2024/10/figura-2-art-turismo-brasil-200x160.png 200w, https://revistaepe.utem.cl/wp-content/uploads/sites/7/2024/10/figura-2-art-turismo-brasil-150x120.png 150w&quot; sizes=&quot;(max-width: 831px) 100vw, 831px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Figura 2, al&eacute;m do destaque para o Desafio Brasileiro de Inova&ccedil;&atilde;o em Turismo &eacute; poss&iacute;vel observar como relevantes a respeito da inova&ccedil;&atilde;o no Minist&eacute;rio do Turismo a pol&iacute;tica p&uacute;blica de Destinos Tur&iacute;sticos Inteligentes assim como a &ecirc;nfase nas startups, na parceria com a Wakalua e com a OMT, na tecnologia, nas empresas e nos empreendedores. Finalmente, observa-se que dentre as reportagens analisadas a maior parte (37%) tratava de eventos sobre inova&ccedil;&atilde;o, principalmente a participa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Turismo nos mesmos, o segundo e terceiro tema de maior destaque foram Desafio Brasileiro de Inova&ccedil;&atilde;o em Turismo / Desafio Turistech Brasil (22%) e a pol&iacute;tica p&uacute;blica de Destinos Tur&iacute;sticos Inteligentes (20%). Os temas com menor ocorr&ecirc;ncia a respeito da inova&ccedil;&atilde;o foram as not&iacute;cias sobre Pr&ecirc;mio Nacional de Turismo (5%) e temas gerais (18%) mencionados cada uma at&eacute; duas vezes como Estrat&eacute;gia Nacional de Inova&ccedil;&atilde;o em Turismo, cidades criativas e acessibilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante do exposto, a partir dos documentos analisados o Quadro 1 categoriza a rela&ccedil;&atilde;o das men&ccedil;&otilde;es &agrave; inova&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo do governo federal brasileiro considerando a rela&ccedil;&atilde;o das mesmas com o processo de aprendizagem e o tipo que caracteriza cada uma delas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ver Quadro 1 en la versi&oacute;n PDF de este art&iacute;culo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Quadro 1 demonstra que a inova&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de turismo no governo federal brasileiro &eacute; fortemente influenciada pela aprendizagem a partir da realiza&ccedil;&atilde;o da atividade produtiva (learning-by-doing), seguida pela aprendizagem pela pesquisa (learning-by-searching) e pela intera&ccedil;&atilde;o (learning-by-interacting). N&atilde;o foi identificada aprendizagem relacionada ao uso (learning-by-using),, possivelmente por se tratar de uma an&aacute;lise focada em pol&iacute;tica p&uacute;blica, que maior rela&ccedil;&atilde;o com a aprendizagem resultante da atividade produtiva e das experi&ecirc;ncias adquiridas pelos agentes envolvidos (Queiroz, 2006). Com exce&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o conceitual, todas as demais inova&ccedil;&otilde;es foram identificadas, com destaque para as inova&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;tica p&uacute;blica, processo administrativo e servi&ccedil;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, a difus&atilde;o e aprendizagem tecnol&oacute;gica se mostram relevantes para o contexto competitivo entre as firmas, regi&otilde;es e pa&iacute;ses, uma vez que tendem a apresentar um desenvolvimento tecnol&oacute;gico superior. Contudo, ressalta-se a necessidade de acompanhar e monitorar os programas e projetos desenvolvidos e apoiados pelo governo a fim de trazer informa&ccedil;&otilde;es sobre os efeitos e impactos das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a inova&ccedil;&atilde;o no turismo nacional.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;4 Considera&ccedil;&otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A perspectiva com este trabalho foi de discutir como a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, j&aacute; trabalhada em outras &aacute;reas do conhecimento, pode se aproximar do setor de turismo, e contribuir para o desenvolvimento e consolida&ccedil;&atilde;o da atividade tur&iacute;stica local. Nessa dire&ccedil;&atilde;o, entende-se que as atividades do setor de servi&ccedil;os, como o turismo, s&atilde;o essenciais para movimentar a economia, assim como as demais &aacute;reas da economia e quando se tem uma cultura de inova&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica fortalecida e incorporada pelos arranjos produtivos locais s&atilde;o capazes de melhorar a qualidade dos produtos e servi&ccedil;os tur&iacute;sticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pensar em inova&ccedil;&atilde;o no setor do turismo &eacute; compreender que suas metodologias e conceitos estiveram atreladas &agrave; produtividade e subordinada, por certo tempo, &agrave;s nuan&ccedil;as do setor industrial, trazendo implica&ccedil;&otilde;es como a falta de recursos, confian&ccedil;a e coopera&ccedil;&atilde;o da cadeia produtiva do turismo, bem como escassos incentivos de aprendizado e difus&atilde;o de conhecimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contudo, observou-se que os processos inovativos devem ser compreendidos como interativos, complexos, irregulares, envolvendo a coopera&ccedil;&atilde;o e a aprendizagem, sendo fundamental o est&iacute;mulo pelo setor p&uacute;blico. Nesse sentido, contatou-se a presen&ccedil;a da inova&ccedil;&atilde;o na agenda do Minist&eacute;rio do Turismo entre 2018 e 2022. Dentre os temas aos quais o MTur relacionou &agrave; inova&ccedil;&atilde;o est&atilde;o: legisla&ccedil;&atilde;o; fomento; qualifica&ccedil;&atilde;o; monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o; destinos tur&iacute;sticos inteligentes; pandemia (preserva&ccedil;&atilde;o de empresas, protocolos de biosseguran&ccedil;a e promo&ccedil;&atilde;o e incentivo &agrave;s viagens); revitaliza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os tur&iacute;sticos; competi&ccedil;&otilde;es para estimular a identifica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es inovadoras; e participa&ccedil;&atilde;o em eventos sobre inova&ccedil;&atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo Rosenberg (2006), a aprendizagem desperta o interesse universal das firmas pela busca de conhecimento. No caso analisado a aprendizagem a partir da realiza&ccedil;&atilde;o da atividade produtiva, seguida pela aprendizagem pela pesquisa e pela intera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as identificadas como mais frequentes. Os diferentes tipos de inova&ccedil;&atilde;o foram identificados, com destaque para as inova&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;tica p&uacute;blica, processo administrativo e servi&ccedil;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, entende-se que tais a&ccedil;&otilde;es possibilitaram a cria&ccedil;&atilde;o de externalidade positivas que podem aumentar a competitividade das empresas tur&iacute;sticas do Brasil a partir de capacita&ccedil;&otilde;es inovativas e de gera&ccedil;&atilde;o local de processos que estimulam o aprendizado, com o apoio do setor p&uacute;blico na esfera estadual e municipal. Todavia, &eacute; importante governo federal, ao pensar a inova&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, atribuir maior import&acirc;ncia &agrave; inova&ccedil;&atilde;o no turismo de base local. Desde modo, acredita-se que o processo de aprendizado, discuss&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o, novas linhas de estudo na &aacute;rea do turismo podem emergir atreladas &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, o que refor&ccedil;a a necessidade de continuidade de pesquisas sobre firmas e pol&iacute;ticas de inova&ccedil;&otilde;es do turismo, coopera&ccedil;&atilde;o e aprendizado.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Refer&ecirc;ncias&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;ul&gt;
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&lt;li&gt;Brasil. Minist&eacute;rio do Turismo (2021e). Desafio Turistech Brasil: &uacute;ltima chamada para inscri&ccedil;&otilde;es!&lt;br /&gt;
https://www.gov.br/turismo/pt-br/assuntos/noticias/desafio-turistech-brasil-ultima-chamada-para-inscricoes&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Brasil. Minist&eacute;rio do Turismo (2021f). Live detalha regras e benef&iacute;cios do Desafio Turistech Brasil.&lt;br /&gt;
https://www.gov.br/turismo/pt-br/assuntos/noticias/live-detalha-regras-e-beneficios-do-desafio-turistech-brasil&lt;/li&gt;
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&lt;li&gt;Brasil. Minist&eacute;rio do Turismo (2022b). Minist&eacute;rio do Turismo lan&ccedil;a Cat&aacute;logo de Solu&ccedil;&otilde;es Tecnol&oacute;gicas para DTI&lt;br /&gt;
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&lt;/ul&gt;
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